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Brasileira desaparecida nos EUA há três anos morreu de hipotermia, diz ONG

Polícia do Canadá identifica corpo de goiana que estava desaparecida no país A brasileira Letícia Alves de Oliveira, que foi encontrada morta no Canadá, fo...

Brasileira desaparecida nos EUA há três anos morreu de hipotermia, diz ONG
Brasileira desaparecida nos EUA há três anos morreu de hipotermia, diz ONG (Foto: Reprodução)

Polícia do Canadá identifica corpo de goiana que estava desaparecida no país A brasileira Letícia Alves de Oliveira, que foi encontrada morta no Canadá, foi vítima de hipotermia, segundo informações da família. Outra fonte que atesta essa informação é a ONG Unidentified Human Remains Canada, que noticiou que o corpo de Letícia foi encontrado por caçadores em uma floresta de Quebec. "A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um gorro, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental", diz o texto publicado pela ONG nesta semana. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo a ONG canadense, o corpo da brasileira foi encontrado em abril de 2024. Frederico Alves de Oliveira, primo de Letícia, disse que a confirmação do DNA só saiu no dia 26 de fevereiro deste ano. LEIA TAMBÉM: Laudo aponta que corpo encontrado em floresta do Canadá é de brasileira que desapareceu em 2023 Goiana é encontrada morta no Japão Entenda o caso da goiana encontrada morta na Argentina e condenação de boliviano Um familiar da brasileira conversou com o g1 e esclareceu que Letícia era natural de Goiânia, mas foi para os Estados Unidos em 2023. Segundo ele, a última informação confiável que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em dezembro daquele ano. Letícia em fotos enviadas para a família Arquivo pessoal/Frederico Alves Oliveria Desaparecimento Frederico contou que Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023. "Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora meu sentimento é de profunda escuridão", disse o primo. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024, desde então a família não tinha notícias do paradeiro de Letícia e não sabem dizer porque ela teria ido para o Canadá. A brasileira deixou uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela mantinha contato por telefone enquanto estava no exterior. Frederico contou que as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook, deletada no início de 2024. Ele disse ainda que a Polícia Federal arquivou o caso de Letícia e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", desabafou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás