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Corretora foi morta pelo síndico com dois tiros na cabeça, diz polícia

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta com dois tiros na cabe...

Corretora foi morta pelo síndico com dois tiros na cabeça, diz polícia
Corretora foi morta pelo síndico com dois tiros na cabeça, diz polícia (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta com dois tiros na cabeça, segundo a Polícia Civil. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, a perícia diverge da versão dada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo crime, que afirmou que o disparo foi acidental. Daiane foi morta após ir ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. Vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio Em nota, a defesa dele disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo (veja ao final da reportagem). O síndico e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos suspeitos do crime. Porém, a polícia descartou a participação de Maicon no crime. O g1 entrou em contato com a defesa do filho do síndico, mas não teve retorno até a última atualização dessa reportagem. O delegado explicou que os disparos não foram efetuados no subsolo do prédio. Para chegar a essa conclusão, a perícia realizou disparos no local para verificar se o som chegaria à portaria. "O disparo mostrou que qualquer disparo dado no subsolo era plenamente ouvido na recepção. Então, descartamos a possibilidade do tiro ter sido dado no subsolo", disse o delegado. Vídeos feitos por corretora foram fundamentais para a solução do caso e prisão de síndico, diz polícia Fantástico/ Reprodução "Os porteiros informaram à polícia que a portaria nunca ficava desguarnecida. Ambos foram muito claros em dizer que não houve disparo, descredibilizando mais uma vez a versão dada em interrogatório", declarou o delegado André. Além de o barulho ser constatado na recepção, o delegado explicou que o luminol encontrou pouco sangue no subsolo do prédio, o que seria incompatível com eventual disparo na cabeça, segundo o depoimento do síndico. "É incompatível com a sua versão do tiro acidental, incompatível com a suposta legítima defesa ocasionada por uma discussão em relação ao vídeo", afirmou o delegado. Desaparecimento Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após ela ir até o subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento dela em Caldas Novas. A corretora gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia. A mãe da corretora, Nilse Alves, contou que tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações dos apartamentos da família para o Natal e para a virada de ano. Entretanto, Nilse não encontrou a filha ao chegar ao apartamento. A mãe de Daiane conta que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas, quando ela chegou ao local, a encontrou trancada. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência. Segundo Nilse, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na Justiça de Caldas”, disse. LEIA TAMBÉM: Prédio onde corretora foi morta em Caldas Novas tem apartamentos residenciais, e só moradores têm livre acesso ao subsolo Corpo de corretora foi deixado em mata a cerca de 15 km de Caldas Novas INFOGRÁFICO: corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO Arte g1 Conflitos Antes do desaparecimento dela, uma assembleia do condomínio aprovou a expulsão de Daiane, mas a decisão acabou sendo suspensa pela Justiça. A decisão previa que Daiane deixasse o edifício no prazo de até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção. A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa. O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso e entendeu que a moradora não teve chance de se defender. A Justiça também entendeu que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma de convocação previstos no regimento. Nota da defesa do síndico O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica ainda não obteve acesso à integralidade dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao Relatório Final Policial, de modo que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás