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Goiana que morreu em Portugal tinha suspeita de endometriose, diz família

Goiana morreu em Portugal com suspeita de endometriose A goiana Rayssa Miranda, de 29 anos, que morreu em Portugal, estava fazendo um tratamento por suspeita de...

Goiana que morreu em Portugal tinha suspeita de endometriose, diz família
Goiana que morreu em Portugal tinha suspeita de endometriose, diz família (Foto: Reprodução)

Goiana morreu em Portugal com suspeita de endometriose A goiana Rayssa Miranda, de 29 anos, que morreu em Portugal, estava fazendo um tratamento por suspeita de endometriose. De acordo com o irmão dela, Roger Castro Miranda, Rayssa passou por uma cirurgia de urgência e teve uma parada cardíaca. Roger contou que, há cerca de um mês, Rayssa fez a primeira consulta e os exames apontaram a suspeita. Segundo ele, Rayssa morreu na quarta-feira (25), dia em que entregaria os resultados ao médico. Ainda de acordo com a família, a jovem começou a passar mal no estacionamento do hospital, momento em que foi até a unidade e descobriu que estava com uma hemorragia. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O corpo de Rayssa foi levado para Aparecida de Goiânia, onde foi velado e sepultado na manhã deste sábado (28). Endometriose Sintomas da Endometriose Divulgação/Secretaria de Saúde do Distrito Federal Segundo o Ministério da Saúde, a endometriose é uma doença que causa o crescimento da camada que reveste o útero internamente, o que pode provocar inflamações crônicas. Os sintomas da doença incluem cólica menstrual intensa, dor pélvica, dor durante a relação sexual, infertilidade e problemas intestinais e urinários. Ao g1, a ginecologista Francine Pereira explicou que a doença é comum em mulheres com idade reprodutiva, atingindo cerca de 10% da população feminina. Ela destacou que em casos de infertilidade, as chances da presença da doença aumentam para 50%. "Na maioria das vezes, a doença causa dor pélvica crônica, que é o principal sintoma que a endometriose causa. Ela é uma doença inflamatória, pode causar a aderência de órgãos, atingir o intestino, vias urinárias e causa obstrução quando avançada", destacou. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Jovem de Goiás morre após passar por cirurgia de urgência em Portugal VIAGEM: Goiana que morreu após cirurgia de emergência em Portugal estava com viagem de férias marcada para o Brasil, diz família OUTRO CASO: Mulher trans que desapareceu ao ir para aeroporto na Europa morreu atropelada, diz família A médica declarou que o diagnóstico costuma ser tardio, com algumas pacientes levando até 10 anos para serem diagnosticadas corretamente. Ela explicou que caso a doença seja acompanhada de adenomiose, quando o endométrio infiltra o músculo do útero, isso pode causar sangramento. "São doenças distintas, que podem vir separadas, mas em alguns casos elas podem vir em conjunto. E quando ela tem uma hemorragia ou sangramento vaginal que coloca a vida em risco, isso necessita de um tratamento cirúrgico", destacou. Caso ocorra a necessidade cirúrgica para tratar a endometriose, Francine afirmou que o procedimento costuma ser complexo. Ela contou que o caso de Rayssa é uma exceção e que pode ter ocorrido complicações durante a cirurgia. Ela também destacou que o caso é importante para conscientizar a população sobre a doença e incentivar a busca pelo tratamento. "A endometriose tem controle, não tem cura. É uma doença crônica e que o controle acontece por meio do tratamento clínico com o bloqueio hormonal e, principalmente, a mudança do estilo de vida com dieta e atividade física", afirmou Francine. Comoção Em entrevista ao g1, Roger contou que a jovem estava bem no dia em que apresentou uma hemorragia e precisou de atendimento imediato. “Ela e o marido estavam de folga para ir na consulta na parte da tarde. Ela tinha apenas 29 anos, muitos sonhos pela frente. Lá em Portugal só estavam ela e o marido”, disse o irmão. Roger descreveu a irmã como uma jovem meiga, solidária e atenciosa. “Ela era uma menina de coração enorme, se preocupava com todos”, afirmou. A morte precoce gerou comoção entre amigos e familiares, que aguardavam a visita dela ao Brasil nos próximos meses. Ela já havia comprado a passagem para maio deste ano. Ela e o marido moravam de forma regularizada na cidade de Braga, há dois anos, onde Rayssa trabalhava como atendente em um shopping. Rayssa Miranda tinha 29 anos e tratava uma possível endometriose quando passou mal ao chegar ao hospital, em Portugal Reprodução/Instagram Rayssa Miranda 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás