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Mãe de vereador que morreu após procedimento estético com PMMA passou mal depois de uma semana da aplicação, diz família

Mulher morre após fazer procedimentos estéticos em clínica de Goiânia A empresária Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga morreu aos 59 anos após realizar ...

Mãe de vereador que morreu após procedimento estético com PMMA passou mal depois de uma semana da aplicação, diz família
Mãe de vereador que morreu após procedimento estético com PMMA passou mal depois de uma semana da aplicação, diz família (Foto: Reprodução)

Mulher morre após fazer procedimentos estéticos em clínica de Goiânia A empresária Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga morreu aos 59 anos após realizar um procedimento estético com PMMA em uma clínica no Setor Marista, em Goiânia. Ela é mãe do vereador de Leopoldo de Bulhões Júnior Gonzaga e começou a sentir dores cerca de uma semana após a aplicação, segundo a família. Isabel morreu no domingo (8), em um hospital particular de Anápolis, onde estava internada. Segundo o marido, Carlos Alberto Gonzaga, em entrevista à TV Anhanguera, ela realizou o procedimento nos glúteos no dia 10 de fevereiro deste ano, no Instituto Longevidade. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com Carlos, a empresária retornou à clínica três vezes após a cirurgia. Em todas as ocasiões, os profissionais teriam retirado seroma, líquido acumulado que pode se formar durante um processo inflamatório. Em nota enviada à TV, o local disse que a conduta da médica responsável pelo procedimento, Eline Corrêa Bandeira, está sendo analisada internamente. O marido ressaltou que acompanhou Isabel no último retorno à clínica, em 3 de março, e disse que ficou preocupado com o atendimento prestado à esposa. “No primeiro retorno já teve que tirar seroma. Mandou voltar pra casa dizendo que aquilo era normal. Foi a segunda vez e tirou mais seroma. Na terceira vez, no dia 3, eu fui com ela e foi um descaso”, afirmou. Mãe de vereador morre após procedimento estético, em Goiânia Reprodução/Threads de Isabel Gonzaga Complicações após procedimento O marido de Isabel contou que ela passou mal na quinta-feira (5) e foi encaminhada a um posto de saúde em Leopoldo de Bulhões, quando apresentou uma melhora inicial. Na sexta-feira (6), porém, voltou a sentir fortes dores abdominais e começou a vomitar, sendo levada para um hospital em Anápolis. “Ela estava com obstrução no intestino, estava com o estômago todo necrosado. Estou muito abalado. Minha esposa era uma pessoa alegre, com a vida boa, divertida. Não precisava ter feito isso”, desabafou o empresário. LEIA TAMBÉM: Mãe de vereador morre após procedimento estético com PMMA, em Goiânia Veja quem era a mãe de vereador que morreu após procedimento estético com PMMA Mãe de vereador que morreu após procedimento estético com PMMA tentou tranquilizar filha: 'Vai ficar tudo bem' Investigação da conduta médica A médica Eline Corrêa Bandeira tem registro no Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) desde 2016 e possui situação regular, segundo a instituição. Em nota, o conselho informou que solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pelo estabelecimento citado nas denúncias. Segundo dados do conselho, a médica se formou em 2007 pela Universidade Católica de Brasília e não possui especialização registrada no Cremego. O órgão destacou ainda que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou identificadas pelo conselho, são investigadas e tramitam em sigilo (veja nota no final da matéria). Posicionamento da clínica Em nota enviada à TV, o Instituto Longevidade lamentou a morte de Isabel e afirmou que a paciente recebeu assistência médica adequada após o procedimento. Segundo a clínica, foram prescritos antibióticos e medicamentos. O instituto afirmou ainda que, devido a condições pré-existentes de saúde da paciente, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e terapia de reposição hormonal, o tratamento não teria apresentado o efeito esperado (veja nota na íntegra no final da matéria). “Em razão dessas condições, houve formação de coágulos, embolia e, consequentemente, infarto”, informou a clínica. Quem era Isabel Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens e lembraram características de Isabel. Nas publicações, ela foi descrita como uma mulher carinhosa, generosa, alegre, de fé e sempre disposta a acolher as pessoas ao redor. Em uma das homenagens, Rosana Lopes, amiga de Isabel, escreveu: “Gratidão pelo seu carinho e amizade”. Na mensagem, ela também afirmou que Isabel estaria “sempre em nossos corações” e a definiu como alguém que era “luz por onde for”. A amiga Roberta Alves destacou a “energia”, a “vitalidade” e a “alegria contagiante” de Isabel. Na publicação, escreveu ainda: “Como é triste sua partida. Que nosso Senhor Jesus te receba em seus braços. Luto por minha amiga”. Em nota a Polícial Civil disse que o caso está sendo investigado pela 8ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia e que desde a comunicação do fato foram adotadas todas as providências investigativas cabíveis, incluindo a solicitação das perícias necessárias à elucidação do caso. A investigação está em andamento, em fase de oitivas, e seguirá sob sigilo até a conclusão. Nota do Cremego O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) esclarece que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pelo estabelecimento citado nas denúncia Nota do Instituto da Longevidade O Instituto da Longevidade lamenta profundamente o falecimento da paciente Isabel Cristina Oyana Jacinto Gonzaga e manifesta solidariedade a seus familiares e amigos neste momento de tristeza. Conforme os registros clínicos e prontuário assistencial, a paciente foi submetida a dois procedimentos distintos: 1. Correção glútea com PMMA, sem ocorrência de intercorrências clínicas ou complicações associadas. 2. Subcisão para correção estética de celulite, após o qual houve intercorrência caracterizada por processo infeccioso e hemorrágico. De acordo com a análise técnica e os registros clínicos, não houve nexo causal entre as intercorrências relatadas e o procedimento realizado com PMMA, tratando-se de eventos associados ao segundo procedimento (subcisão). A paciente recebeu assistência médica adequada, sendo prescritos antibióticos e o medicamento Transamin, conforme a conduta adotada pela Dra. Eline Corrêa. Entretanto, em razão das condições pré-existentes de saúde da paciente, incluindo diabetes mellitus, hipertensão arterial e terapia de reposição hormonal, o medicamento não apresentou o efeito esperado, resultando na formação de coágulos, embolia e, consequentemente, infarto. Ressalta-se que a conduta da médica em questão, Dra. Eline Corrêa, está sendo analisada internamente pela clínica. O Instituto de Longevidade reforça seu compromisso com a segurança, ética e transparência em todos os atendimentos, seguindo rigorosamente os protocolos técnicos e as boas práticas médicas em seus procedimentos e se coloca a disposição para esclarecimentos posteriores. Atenciosamente, Instituto de Longevidade. Goiânia, 09 de março de 2026. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás